Van capota com banda de forró e sanfoneiro morre no RN
 Um acidente de trânsito ocorrido no final da noite deste sábado (28) no município de Paraú, na região Oeste potiguar, matou um dos componentes da banda de forró Bota Boneco, de Natal. Segundo a Polícia Militar, a vítima foi identificada como Acreismael Platini dos Santos Marreiro, de 20 anos. Ismael Platini, como era mais conhecido, era o sanfoneiro da banda. Treze pessoas estavam em uma Sprinter, que capotou após descer uma ribanceira às margens da RN-233.

"Além do rapaz que morreu, um outro componente da banda foi socorrido ao hospital, mas aparentemente não corria risco de morte", disse ao G1 o cabo Canindé Lopes. Ainda de acordo com o cabo, o acidente aconteceu após a Sprinter cruzar uma ponte que dá acesso à cidade. "Logo depois tem uma curva fechada. O motorista disse que perdeu o controle da direção. Daí o veículo passou direto na curva e desceu um barranco capotando várias vezes", afirmou Canindé.

Na última postagem que Ismael fez na página dele, no Facebook, o sanfoneiro disse que a banda estava seguindo para um show na cidade de Triunfo Potiguar, que fica vizinha a Paraú. “#‎Partiu‬ destino a mais um show com o forro bota boneco em ‪#‎triunfo‬ RN, vamos q vamos boneco !!!! Deus no comando sempre !!! Fuiiii” (SIC), escreveu.

G1-RN
Fantástico revela vida de garimpeiros
 Uma corrida do ouro na Floresta Amazônica. A reportagem especial do Fantástico deste domingo (28) mostra como milhares brasileiros cruzam a fronteira com a Guiana Francesa atrás de ouro. Os garimpos ilegais retiram quase R$ 1 bilhão do meio da floresta, e deixam um rastro de desmatamento e poluição. Atrás dos garimpeiros formam-se cidades do crime: preços abusivos, tráfico de drogas, prostituição. De todo o ouro que eles tiram do solo, no final não sobra quase nada. O repórter Pedro Bassan acompanhou com exclusividade a maior ação conjunta das forças policiais e militares da França e do Brasil para combater essa máfia do ouro.

Estradas e trilhas que não estão no mapa. Comboios que não podem falhar. Viagens clandestinas pelos igarapés. Um mundo escondido no coração da Amazônia. São os garimpos ilegais da Guiana Francesa. “E aí Jardielzão agora você vai para a Globo, meu amigo. Diga alguma coisa.”, diz um garimpeiro ao filmar outros garimpeiros.

No garimpo ninguém fala muito. Primeiro, porque está todo mundo ocupado. “Olha o feijão está mexendo com ouro ali dentro da bateia. Chega a estar jogando é de saco”, diz um garimpeiro ao filmar outro colega trabalhando. Depois, falar para que se um gesto já é suficiente? “Feijão pegou ‘a parada’. Mais de um quilo de ouro aí”. E garimpeiro também fala pouco porque aqui um sorriso diz tudo. “Jardiel está segurando a bateia de ouro”, diz o garimpeiro em um outro vídeo.

Em busca da promessa do Eldorado Histórias como a de Feijão e Jardiel fazem a fama dos garimpos da Guiana Francesa. De boca em boca correm lendas de riqueza. De celular em celular correm fotos reluzentes, ostentando um brilho que parece fácil de ganhar. Línguas de ouro a céu aberto, metal precioso rolando montanha abaixo.

Em busca dessa promessa do Eldorado, cerca de 10 mil garimpeiros foram do Brasil até lá e se espalharam por 479 garimpos clandestinos. Um rio em que as duas margens parecem iguais, os olhos não reconhecem fronteira. Mas é uma linha bem conhecida do mapa, um lugar de que todo brasileiro já ouviu falar: Oiapoque. O monumento diz: o Brasil começa aqui.

E do outro lado do rio, as placas dizem que a Europa começa ali. A Guiana Francesa é território francês, o único pedaço da América do Sul que não se tornou um país independente. A ponte sobre o Rio Oiapoque está pronta há três anos, mas o Brasil até hoje não inaugurou as instalações da Receita e nem da Polícia Federal.

Apenas 400 metros separam o Brasil da França. Do lado de lá estão o euro e o ouro, mas esta é uma fronteira que ninguém cruza em linha reta. Milhares de brasileiros já entraram na Guiana Francesa arriscando a vida em pequenas canoas, conhecidas como voadeiras. Elas não só cruzam o rio, como vão até Caiena, a capital da Guiana, em uma viagem de 12 horas pelo mar, dividindo espaço com embarcações muito maiores. No local, circulam histórias de naufrágios e mortes. “História de gente que vai e não chega”, conta um homem.

A Polícia Civil do Amapá tenta combater esse transporte ilegal. Cai a noite e essa é a hora preferida pelos coiotes para cruzar o rio. A polícia está no local, a embarcação vai sair com seis policiais e o Fantástico foi com eles atrás das voadeiras. As águas são violentas. Muitos coiotes recebem os policiais a tiros. Depois de uma noite inteira vasculhando a escuridão, nenhum sinal das embarcações.

Poucas horas depois, a polícia descobre que um coiote vai partir à luz do dia. Léo Gomes Oliveira cobra R$ 200 de cada passageiro que vai transportar, e recebe adiantado. Ele parte de Oiapoque tentando não chamar atenção, mas já foi descoberto. A lancha da polícia é bem mais rápida, mas é preciso alcançar o barco antes que ele entre em território francês. O barco já foi identificado, e a lancha da polícia faz o acompanhamento à distância esperando o melhor momento para fazer a abordagem.

O sol vai caindo. Se a noite chegar, o coiote vence. O barco se escondeu atrás de uma ilhota, provavelmente eles perceberam a aproximação, e agora vai ser feita a abordagem. “Vai, acelera, acelera, acelera”, diz um policial para o piloto da lancha da Polícia Civil. Mãos ao alto. A resposta revela um barco superlotado, com mercadorias espalhadas, passageiros amontoados e olhares indefesos.

Passageiros detidos dificilmente desistem da viagem

O assistente do barqueiro também. Eles levavam a bordo sete toneladas de equipamentos e 15 passageiros. A princípio todos negam que estivessem a caminho de um garimpo. Mas, quando a carga é revelada, fica impossível esconder. “Como você viu, ali tem copo de bomba, mangueira de pressão, então isso a gente não pode dizer que não vai para dentro do garimpo, isso está na cara que vai para o garimpo”, diz o carpinteiro Ivanildo Farias dos Anjos.

O piloto do barco confirma. “O sustento da cidade é do garimpo, se acabar o garimpo aqui não tem nada”, diz o barqueiro Léo Gomes de Oliveira. Os passageiros são liberados, mas dificilmente vão desistir da viagem. “O passageiro é uma vítima desses aliciadores, porque envolve coisas muito maiores, tráfico de pessoas, tráfico de mulheres para fins de exploração sexual”, afirma o delegado da Polícia Civil do Amapá Charles Corrêa.

Quem não pode ir de barco encontra muitos outros caminhos. As viagens estão gravadas em vídeos que a polícia encontrou nos celulares e câmeras abandonados pelos garimpeiros no meio da floresta. Algumas pessoas passam até uma semana andando na mata. No fim da jornada, o que espera por eles é a vida dura da floresta. As barracas são precárias, sem paredes. O acampamento ideal para os garimpeiros é totalmente encoberto pelas árvores. Do alto, parece que eles não existem.

“Sem palavras, não pode conversar muito. Olha só o buraco, vou mostrar onde eles descem por essa corda”, revela um garimpeiro ao gravar vídeo. Poços de 30 metros sem nenhuma segurança. Mulheres também mergulham nessa escuridão. “Bom, gente, eu estou descendo aqui dentro de um poço. Olha só a profundidade desse um poço. Está cada vez ficando mais longe, mais longe”, mostra uma mulher. Pela cordinha também chegam água e comida, porque o turno de trabalho é de 24 horas. “Aqui é o ouro, só o ouro”. Garimpeiros retiram da terra 10 toneladas de ouro por ano

Quem trabalha nos barrancos pelo menos vê a luz do sol, mas só ouve um motor que ensurdece. Anualmente, os garimpeiros tiram da terra 10 toneladas de ouro, que valem cerca de R$ 900 milhões. Os sonhos de riqueza são iguais aos de qualquer garimpo. A diferença é que, na Guiana Francesa, todo garimpeiro tem um olho na terra e outro no céu. Quem combate o garimpo ilegal são os gendarmes, uma espécie de Polícia Militar da França. As operações de helicóptero partem de Caiena. São quatro helicópteros e 60 policiais. Do alto é mais evidente o contraste entre a beleza da Amazônia e a devastação provocada pela febre do ouro. Um garimpo foi escolhido pelos policiais porque está crescendo demais. Os policiais muitas vezes são recebidos a tiros. Por isso, dois atiradores de elite descem na frente e vão abrindo caminho para os soldados do Exército que vêm apoiar a missão.

Comparado com outros na Guiana, o garimpo era pequeno, e agora deixou de existir. Mas a natureza vai levar muito tempo para se recuperar do imenso estrago que 15 pessoas fizeram no coração da floresta.

Os policiais destroem os equipamentos. O garimpo era dos mais bem equipados, com fogão, freezer e até parabólica. Itens que são um luxo na mata, ao lado do banheiro improvisado na beira do rio. Na barraca dormitório, as roupas no varal indicam uma fuga às pressas. “Balbino, Branquinho, Gordinho, Preto, Pedro, Rosa, Rodrigo, Coroa e Demi: os moradores do garimpo”, diz o repórter ao identificar uma lista dentro do garimpo abandonado.

Eles saíram correndo, mas conseguiram salvar o item mais valioso do acampamento: a ponta do fio da antena do rádio que eles levaram com eles. Mas eles não foram muito longe. O rádio está no meio do caminho, e é bem pesado. Realmente ninguém consegue carregar isso muito tempo no meio do mato. E eles podem estar bem perto. Operação da polícia encontra provas importantes

Em uma outra operação, a polícia capturou um vídeo. Sem medo, dois garimpeiros passam horas e horas a poucos metros dos policiais. O pessoal do garimpo não parece tão tranquilo e deixou para trás provas importantes: números de telefone, contas bancárias e um registro da produção. Em dois meses, foram quase três quilos de ouro. Nos cadernos, ficou gravado também o sonho de um garimpeiro.

Nas horas de folga, o autor do desenho ia imaginando uma casa. Não era nenhuma mansão, mas tinha espaço, conforto, e piscina no quintal. No fim sobrou um pedaço de papel, mais uma ilusão desfeita pelo sistema cruel da garimpagem ilegal.

O ouro encontrado vai embora rápido: 70% fica com o dono do garimpo, que é quem investiu nas máquinas. Na cantina, vai ficando o que sobra. Um grama de ouro vale um pouco mais de R$ 90. Um quilo de farinha custa um grama de ouro. Uma garrafa de cachaça, 3 gramas. “A única coisa vendida a preços baratos é a cocaína, cujo uso permite trabalhar em condições abomináveis: no escuro, sem oxigênio, a 100% de umidade, cavando a terra durante todo o dia. Nós nunca vimos um caso sequer de um garimpeiro que tenha voltado milionário para o Brasil”, explica o chefe de gabinete do governo da Guiana Francesa, Xavier Luque.

Em outro lugar onde os garimpeiros deixam muito dinheiro não existe tabela de preços. A exploração da prostituição e o tráfico de mulheres são alguns dos crimes mais comuns no garimpo. Quando a tão sonhada riqueza vai embora, outro crime entra em cena. “É um tipo de escravidão moderna, que eles ficam vezes à mercê daqueles patrões, do dono das máquinas. Acabam sumindo, morrendo ali mesmo, sem que até os familiares saibam”, afirma o delegado-geral da Polícia Civil do Amapá Tito Guimarães.

Junto com os sonhos desfeitos, a natureza também se desfaz. Ao todo, 200 quilômetros de rios já estão poluídos e 24 mil quilômetros quadrados já viraram manchas de deserto na Amazônia. De vez em quando a melodia de um pássaro corta o ar, para lembrar que esta é a maior floresta do mundo. Mas esse canto é cada vez mais raro. Parece que até os pássaros já aprenderam que no garimpo, ninguém fala muito.

G1

Uma trajetória digna de aplausos. Um carisma inconteste. Amigo, companheiro, antenado. Assim era Jonas Ramos.
O filho do sertão seco, natural do Riachão, comunidade de pouco mais de 70 famílias na região leste de Flores, Jonas desenvolveu seu conhecimento por curiosidade e prazer. Era competente no que fazia (não estou dizendo isso porque ele morreu) falo porque tive a oportunidade de trabalhar com ele durante mais de dez anos.
Já na seca de 1998, ele foi indicado responsável por uma turma de emergência que trabalhava no Riachão, lá, cavaram um poço no terreno de Vianey que fornece água até hoje para toda a população florense. Ele coordenava uma turma de quase 30 homens, e era um menino de 21 anos. Não seria líder de um grupo se não tivesse competência.
Ancorado por Padre Assis, começou fazer parte do grupo de cânticos da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Flores e cuidava do som da Igreja com zelo e carinho. Dali para a Rádio FLORESCER foi um salto.
Estreou na Emissora no dia que ela entrou no ar, 5 de dezembro de 1999, fazia técnica sentado em um tamborete, enquanto passavam pelos microfones da Emissora figuras renomadas como Anchieta Santos (seu mestre na locução), Nill Júnior, Aldo Vidal, Evandro Lira, Carlos Pessoa, Carlos Filho, Celso Brandão e tantos outros.
Morava na Emissora e passeava em casa. Até a chegada de Tonny PC, cuidou sozinho da técnica de som, numa época em que não existia computador na Rádio. As músicas eram tocadas em MD e aparelho de CD, e os apoios culturais eram na extinta fita K7, portanto, não se podia sair de dentro do estúdio porque se não a Rádio parava. O café vinha da Casa Paroquial e ele tomava na Rádio mesmo. Na hora do almoço deixava um CD tocando e ia para a Casa Paroquial almoçar, depois voltava. Por exigência de Padre Assis, a rádio tinha que estar no ar às 6h da manhã e ficava até as 6h da noite.
A urgência e o frisson de botar a rádio no ar, por parte de Padre Assis, Juca Sá e Anchieta Santos, fez com que estes esquecessem que tinha que tocar música. Não por acaso, a primeira música a ser tocada na Emissora foi “Chega” de Zezé di Camargo e Luciano; ele teve que ir buscar as pressas na casa de Coca de Chiquim (sua tia-mãe), embora brincasse que foi o primeiro CD que pegou, a verdade é que ele era fã incondicional da dupla e já naquela época tinha uma coleção de CDs dos cantores.
Com Anchieta Santos (que dispensa comentários) aprendeu a fazer locução, com Juca Sá, um dos mais entendidos radiotécnicos da região, natural de Monteiro – PB, aprendeu a cuidar dos equipamentos, incluindo o transmissor da Emissora. Com Eddy Silva, Tonny PC, Carlinhos do Alto, Alberto Ribeiro, Geo Gomes, Penha Vieira, Adaci Barros, Cleiton Silva, Adelmo Silva e muitos outros alternou-se em locução, reportagem e técnica de som, daí ser considerado, como seus companheiros, exímio radialista.
Jonas nunca teve anonimato, acho que ele já nasceu estrela. Foi o único locutor da Rádio FLORESCER a ter um programa com seu nome “Programa Jonas Ramos” que foi ao ar no início dos anos 2000. Dado por Padre Assis. Lembro-me de seu medo em ter na Rádio um programa com seu nome, adverti-o que o Monsenhor sabia o que estava fazendo e ele aceitou, com certo receio, mas aceitou.
Foi Diretor de Patrimônio e Tesoureiro da Emissora. Seu primeiro programa na Rádio, lá no início, foi “Parada de Sucessos”, das 2 às 4 da tarde que ele dizia não gostar porque era um programa vazio e ele gostava de desafio. Reclamou muitas vezes.
Foi um golpe sua saída da Emissora, mas ele tinha outros planos. Apresentou um projeto de programa a Dona Ítala, ícone do radialismo sertanejo (embora muitos desconheçam) e diretora-mor, idealizadora e patrocinadora da Rádio Triunfo – FM. Ela aceitou de bate-e-pronto e, por cerca de seis meses ele fez programação naquela Emissora, chegando a ser líder de audiência.
Em seu retorno a Flores, humildemente pediu-me para reassumir o programa que tinha deixado para trás. Mas o horário já era de Eddy Silva. Então, num gesto ousado, ele decidiu colocar a Rádio no ar à noite, com o programa “Noite Livre”, um sonho que já alimentávamos há anos. O horário continua até hoje.
Também é de autoria dele o primeiro e principal slogan da FLORESCER “FALANDO DO CORAÇÃO DA CIDADE PARA O CORAÇÃO DO POVO”, todos os slogans passaram, mas esse permaneceu, por simbolizar o que a Rádio FLORESCER é.
Em seu retorno a Triunfo, assumiu os cuidados com o som do SESC Triunfo e tornou-se referência na cultura local. Com o apoio de Paulo da Farmácia, começou também fazer programa em uma emissora de rádio dessas que distribuem som nos postes de energia da cidade.
No ano de 2008 foi um dos locutores da campanha da candidata a prefeita Soraya Morioka, numa atitude ousada, porque nunca tinha feito locação de campanha político-partidária. O sucesso rendeu-lhe a responsabilidade de conduzir junto com Carlinhos do Alto a campanha de Luiz de Zé Duro à prefeitura na eleição de 2012.
Acabei de ler o Blog de Nill Júnior e nele, o grande comunicador faz referência a Jonas como síntese da comunicação florense. Isso não é um corte nessa crônica, é apenas para dizer o que ele gostava de fazer.
No início deste ano de 2014, ano de sua trágica e precoce partida, ele foi o interlocutor de uma semana cultural feita pelo SESC, e que apresentou aqui em Flores, artistas como Edesel Pereira e Dedé Monteiro, além de uma dúzia de outros bons repentistas, emboladores, glositas e poetas sertanejos, nas escolas Onze de Setembro, Pedro Santos Estima e Aires Gama, além da Praça Dr. Santana Filho. Mereceu e recebeu referência do poeta Dedé Monteiro, um dos maiores de nossa terra. Mostra de sua vontade de divulgar e propagar a cultura nordestina.
Vivendo em união conjugal com Neguinha de Alzenir, conviveu com os filhos desta de forma amigável e amistosa. Era um homem de caráter, dedicação e amor ao que fazia.
Tragicamente nos deixa. Perplexos pelo que aconteceu perto de Jericó, algo que talvez nem ele soubesse explicar. Apesar de sua fama, nunca deixou que essa lhe subisse à cabeça e sempre estava ligado às suas raízes. Exemplo disso, era o carinho que nutria por sua companheira e pelos filhos dela, o respeito que tinha pela família e pelo povo do Riachão. Justíssima a decisão de quem quis que ele fosse velado na casa de Dona Joana Rufino, sua avó, falecida a alguns anos, porque ele era um cara de família.
Há um legado incalculável deixado por Jonas em nosso meio. E não sabemos como explicar sua morte repentina. Mas o que é certo nisso tudo é que ele plantou e colheu. Foi arrojado e cauteloso ao mesmo tempo, em tudo o que fez. Só errou uma vez na vida, se é que assim posso dizer, e que me perdoem os leitores: ele partiu muito novo.

Um abraço Jonas!


* Ex-diretor da Rádio FLORESCER – FM.


Menino de 3 anos morre ao engasgar, em João Pessoa
Neste sábado (27), uma criança de 3 anos de idade morreu depois se engasgar com uma uva, em João Pessoa.

De acordo com informações dos parentes, o menino estaria em uma reunião familiar quando o avô percebeu que ele estava engasgado. O menino foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma da Capital, mas já chegou sem respiração nem pulso, por volta das 17h30.

Várias manobras de ressucitação foram feitas pela equipe médica, porém nenhuma obteve sucesso. A criança chegou a ser entubada e a equipe conseguiu retirar a uva, mas o garoto não resistiu.


O corpo do menino foi velado na tarde deste domingo (28) na Central de Velórios Rosa de Saron, em Jaguaribe. O enterro aconteceu no cemitério Parque das Acácias, no bairro do José Américo.


Engasgo


O caso chama a atenção para o fato da importância de se aprender os primeiros socorros em engasgos, principalmente quando se fala em crianças. Em muitos casos, se aplicado o socorro correto, a morte é evitada.



Veja o que deve ser feito: 

Mantenha a criança em pé e posicione-se atrás dela como se fosse abraçá-la pelas costas.


- Junte suas duas mãos, uma por cima da outra, abraçando a criança, e coloque-as na região logo acima do umbigo. 

- Faça pressões rápidas na barriga para dentro e para cima, por seis a dez vezes.


Essa técnica também funciona para desengasgar adultos.


Redação

*Foto Ilustrativa

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O radialista Jonas Ramos, que morreu em um acidente na noite deste domingo na PE337, entre Flores e Jericó, município de Princesa Isabel, estava empolgado com sua missão no Sesc Triunfo. Recentemente, esteve em Afogados da Ingazeira na Mostra de Cinema Alemão, organizada pela entidade. Cabia a Jonas fazer dentre outras coisa a articulação do evento em cada cidade e divulga-lo na imprensa.
Ele esteve no último dia 05 de setembro na Rádio Pajeú, onde falou da  mostra. Passou praticamente toda a semana no município. Em uma conversa informal com o radialista Jota Oliveira, chegou a comentar que as estradas no entorno de Flores eram mais perigosas que a sinuosa estrada a Triunfo, na qual que ele costumava  trafegar por conta do trabalho. Morreu em uma delas.
Ainda não há muitos detalhes sobre o acidente. O que se sabe é que Jonas estava com um cunhado a seguia em seu carro para Jericó. Por algum motivo, perdeu o controle do carro e capotou. O cunhado estava preso ao cinto e nada sofreu. Jonas, que estava sem o equipamento de segurança, foi arremessado para fora do carro. No impacto, teve traumatismo craniano.
Jonas tinha 37 anos e tinha um filho. Em sua última postagem no Facebook, havia feito uma homenagem justamente a ele.  O sepultamento acontece hoje.
Ouça uma das últimas entrevistas de Jonas, quando falou ao lado de professores da Fafopai e da Associação São José da Mostra de Cinema Alemão :
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 O candidato a deputado estadual, Lucas Ramos (PSB), caminhou pelas ruas de Cabrobó, no Sertão pernambucano, na tarde deste sábado (28), ao lado de João Campos, filho de Eduardo Campos, e de Raul Henry, candidato a vice-governador pela Frente Popular de Pernambuco. O prefeito Auricélio Torres, um dos principais apoios à campanha de Lucas Ramos no Sertão do São Francisco, recepcionou a comitiva 40.

A caminhada, que reuniu centenas de pessoas, saiu do Mercado Público da cidade em direção à Praça Prefeito João Freire de Carvalho, onde foi realizado o comício. “João, posso te dizer que essas pessoas que lotam esta praça são da minha família; e vão honrar o legado do seu pai, o homem político mais ilustre que conheci, o melhor governador que Pernambuco já teve”, disse Lucas Ramos ao filho de Eduardo.

Raul Henry lembrou que, na semana do acidente que vitimou Eduardo Campos e integrantes da sua equipe de trabalho em Santos, havia uma agenda política marcada em Cabrobó. O candidato a vice-governador elogiou o empenho de João Campos para eleger os candidatos apoiados por Eduardo. “É um jovem que vem se mostrando um símbolo da disposição de luta, coragem, superação. Mesmo com o peso da dor, tem feito a campanha da Frente Popular como ninguém”, afirmou.


João Campos falou da força do nordestino e da coragem do pai em se dispor a disputar o pleito com PT e PSDB, grupos políticos que se revezam no poder e que “estão tirando a capacidade do povo brasileiro de sonhar com dias melhores”, pontuou o militante, de apenas 20 anos. “Vi meu pai se transformar nos seus sonhos e ideais. Antes de ir, ele apontou um caminho, de como a Frente Popular de Pernambuco deveria seguir. Por isso, venho aqui pedir por Lucas Ramos, um jovem que entrou na política para renovar e para representar esta terra”, concluiu Campos.

Petrolina – Antes de seguir para Cabrobó, Lucas Ramos acompanhou João Campos e Raul Henry numa caminhada em Petrolina. Militantes e admiradores da Frente Popular de Pernambuco e de Eduardo Campos se concentraram na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio. A comitiva passou por ruas dos bairros Vila Eduardo, Areia Branca, até chegar ao José e Maria, onde foi realizado um comício relâmpago.
Agenda de Paulo Câmara – Segunda-feira, 29 de Setembro

10h – Entrevista na JC News
Local: Rua do Lima, 250, Santo Amaro

16h – Caminhada em Caruaru
Local: Concentração no Largo da Coletoria (Av. Agamenon Magalhães)

17h – Comício com Marina Silva em Caruaru
Local: Av. Rui Barbosa - Próximo a Sorveteria Blunelle

20h – Comício com Marina Silva no Recife
Local: Av.

A secretaria de Agricultura de Flores, concluiu a instalação de mais sete poços artesianos. No total, foram beneficiadas mais de 100 famílias nas comunidades contempladas que foram:

- Riachão – 01 poço;
- Saquinho – 02 poços;
- Alto de Pedra – 02 poços;
- Carnaúba – 01 poço;
- Jatobá da Cruz – 01 – poço.


Governo de Flores – Uma vida melhor para todos.








A recuperação econômica da Zona da Mata Sul é um compromisso inadiável de Armando Monteiro (PTB) como governador do Estado. Foi essa a tônica dos discursos de Armando em sua passagem pela região neste domingo (28). Faltando uma semana para a eleição, o petebista esteve em Palmares e Catende, onde realizou carreatas e comícios.

Em Palmares, Armando foi recepcionado pelo ex-prefeito José Otávio (PHS). Ao lado do senador Humberto Costa (PT), o petebista lembrou que a Mata Sul foi esquecida pelo governo do Estado. "A região foi abandonada. Por isso, se eu for eleito, a Mata Sul vai voltar ao centro da agenda econômica de Pernambuco. Quando eu entrar no Palácio do Campo das Princesas, a Mata Sul entrará junto", destacou. "Quero inaugurar um tempo em que a região vai contabilizar o que ganha e não o que perde."


Em Catende, Armando apontou outros problemas que assolam a região, como as deficiências nas áreas de saúde, educação e segurança. "Nós precisamos dar uma virada na segurança. A família pernambucana voltou a ficar com medo. Venderam o Pacto pela Vida como uma propaganda de governo. No mundo real, a situação é diferente. Vamos contratar e distribuir melhor os efetivos e resolver os problemas dos municípios que não têm delegado", afirmou.

Armando ainda estendeu sua preocupação à área da saúde. "De que adianta construir hospitais se faltam médicos e medicamentos? Vamos oferecer uma saúde mais humanizada. As pessoas não podem ficar esperando até oito meses pelo resultado de um exame", concluiu.